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Esportes Corporativos

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Certa vez, ouvi uma analogia que o brilhante Rubem Alves fez sobre o casamento, o qual ele comparou com dois esportes distintos: - o frescobol e o tênis. Em seu texto ele explicava que para alguns, era como se os cônjuges estivessem a jogar tênis, onde o objetivo é jogar a bolinha de forma que torne impossível ao companheiro rebatê-la, dificultando ao máximo sua reação, ou seja, obrigando-o a deixar "a peteca" cair. Já por sua vez outros, com casamentos mais bem sucedidos, comportam-se como se o casal jogasse frescobol, cujo objetivo é o de devolver a bola "o mais redonda" possível, facilitando assim a próxima jogada do oponente, que neste caso, é melhor identificado como parceiro. Achei genial, pois resume de uma forma muito simples o comportamento de alguns cônjuges em seus respectivos relacionamentos. Entretanto, gostaria de emprestar esta mesma analogia para usá-la noutras paragens, noutro contexto: - nosso mundo corporativo. Há quem defenda que o melhor...

Inclusão Social - E eu com isso?

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Hoje, enquanto aguardava o trem do metrô chegar à estação, como de hábito, comecei observar as pessoas à minha volta e notar seus comportamentos, trejeitos e idiossincrasias. Um comia displicentemente um salgadinho de bacon que mal cabia em sua boca. Como conseqüência, migalhas caiam aos montes no chão da estação, algumas delas mais parecendo grandes flocos. Desviei o olhar. Outra, nervosamente digitava algo em seu celular, com uma destreza de fazer inveja a qualquer estenógrafo. Mal se podia ver seus polegares pulsando furiosamente sobre a tela do dispositivo. Lembrei-me das já tão longínquas aulas de datilografia: - "use todos os dedos!" - diria a instrutora se pudesse nos ver. Foi aí que direcionei minha visão para meu lado esquerdo e presenciei uma cena inusitada: Um casal há apenas alguns metros de distância conversavam freneticamente entre si. Aparentemente discutiam a relação, (ah..., o famoso DR...), tamanha a intensidade de sua conversa. Até aí nenhuma surp...

Os Filhos de Harry Potter

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Minha paixão por livros brotou muito cedo, em minha tenra idade de 5 anos. Lembro-me fascinado a ouvir as histórias que minha mãe lia para nós enquanto estávamos na cama para dormir. Meu pai, um ávido leitor, mantinha o que chamávamos de "a prateleira", com centenas de exemplares que iam de Ivanhoé à Enciclopédia Conhecer, de exemplares raríssimos da revista Seleções do Reader’s Digest dos anos 40, ao clássico A Ilha do Tesouro. Neste ambiente, aprendi a ler muito cedo e com a leitura, o amor aos livros, os quais guardava com muito carinho. Ainda hoje tenho alguns exemplares comigo em minha própria mini-biblioteca.  Nas aulas de História lembro-me de ter aprendido que possivelmente a maior perda de livros ocorrida na história da Humanidade foi o incêndio da Grande Biblioteca da Alexandria, tida como a maior de toda Antiguidade. Estima-se que em seu apogeu, haviam cerca de um milhão de exemplares dos mais diversos assuntos. Um magnífico edifício abrigando todo o con...

Receita para o Desastre (Brasil)

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Receita para o desastre Ingredientes - 50 anos de má qualidade da educação - 30 anos de ruptura dos valores familiares - 15 anos de desarmamento da  população - 500 anos de descaso da administração pública - Ausência de espiritualidade ao gosto Modo de preparo Sove universidades, colégios e escolas públicas até que estas tornem-se totalmente ineficientes e ineficazes. É importante garantir que os professores percam completamente sua autoridade, fermentando indisciplina e ausência de respeito. Remova com cuidado os pais que desejarem educar seus filhos. Para isso, utilize a lei da palmada e incentive o desrespeito através de programação violenta na TV e nos videogames. Adicione à grade de programação das principais TVs apenas alienação, se possível com a ajuda de novelas e noticiários que somente causam desagregação familiar e perda de identidade cultural. Bata bastante até que não sobre nenhuma virtude ou cultura. Descasque uma campanha de desarma...